ALUNOS QUE POSSUEM DIFICULDADES NO APRENDIZADO

Se você é um professor próximo de seus alunos, você já pode ter percebido alguns padrões frequentes em alunos com dificuldades no aprendizado, como ansiedade, desistência e até mesmo abandono do ensino. Isso acontece por ainda existir muito preconceito no que diz respeito ao assunto.

As dificuldades no aprendizado são diversas e incluem dislexia, dislalia, disortografia, disgrafia, discalculia, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, entre outros.

Os portadores dos sintomas de dificuldades no aprendizado não devem ser alienados do sistema de ensino, pelo contrário. Com algumas dicas e técnicas, esses alunos podem ser e se sentirem inclusos igual a qualquer outro aluno.

Dicas para lidar com alunos que possuem dificuldade no aprendizado

Algumas pequenas atitudes podem auxiliar na inserção eficaz de alunos com dificuldades no aprendizado nas instituições de ensino de todo país, aumentando os índices de representatividade e adaptação de alunos nessas condições.

– Quando utilizar palavras e tópicos que sejam de difícil compreensão, pronúncia ou escrita, dar atenção especial ao aluno com dificuldades no aprendizado. – Evite a exposição do discente, pedindo que a leitura em voz alta seja realizada por outros colegas.

– Se proponha a deixar seu conteúdo o mais simples possível se identificar alunos disléxicos ou com transtornos de déficit de atenção nas turmas em que leciona.

– Posicione o aluno o mais próximo possível da sua mesa. Além de garantir confiança pela proximadade ao quadro, você ainda poderá ajudar sempre que necessário.

– Estimule a participação do aluno, inclusive permitindo, se possível, que ele seja avaliado de forma oral, ainda que os outros alunos permaneçam sendo avaliados por provas escritas.

– Leia as perguntas entregues em testes e provas uma de cada vez, focando-se nas de mais difícil compreensão, evitando ler o texto como um todo. Alunos com dificuldades não devem ser penalizados como os demais por erros ortográficos ou de pronúncia.

– Avise os pais e a direção sobre qualquer avanço ou piora nas atividades cognitivas do discente. Delegue tarefas a serem executadas pelo aluno, aumentando gradativamente o grau de dificuldade e incentivando sua evolução.

– Certifique-se que o aluno entendeu o que deve ser feito e entregue e que copiou as tarefas a serem executadas em casa. Edifique o aluno para o sucesso, elogiando sempre que houver um avanço e estimulando-o.

Saiba mais sobre os principais tipos de dificuldades no aprendizado

Conheça os principais tipos de dificuldades no aprendizado e saiba como identificá-las. Após a identificação feita, o indivíduo deve ser encaminhado a um especialista, que pode variar de acordo com a necessidade.

Dentre os profissionais estão inclusos: psicólogos, psiquiatras, especialistas em fonoaudiologia, neurologistas, entre outros. Os profissionais devem oferecer acompanhamento constante e mensuração dos resultados.

– Dislexia: gera obstáculos na leitura, pronúncia e escrita de signos.

– Dislalia: causa dificuldade na articulação e pronúncia de palavras.

– Disortografia: aparece, geralmente, em conjunção com a dislexia, proporcionando dificuldades em fixar regras linguísticas.

– Disgrafia: se caracteriza pela dificuldade motora na grafia e escrita das palavras.

– Discalculia: apresenta, a partir de problemas neurológicos, dificuldades com contas e processos matemáticos em geral.

– Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): comumente relacionado ao DDA (déficit de atenção), torna o indivíduo hiperativo, ansioso e impulsivo.

Como a escola pode auxiliar na inclusão do aluno com dificuldades

As dificuldades no aprendizado são passíveis de alienar o estudante do meio escolar, o que pode ser devidamente impedido tanto pelos pais quanto pela escola. Identificados os primeiros sintomas de dificuldades, a ajuda profissional deve ser solicitada.

Os colegas e professores podem ajudar a integrar a criança diariamente, tratando-a normalmente e dando apenas ênfase e atenção às suas necessidades, não permitindo que haja discriminação de qualquer tipo por parte dos outros estudantes ou funcionários do local.

Prestar atenção se não existe influência negativa ou piora sobre os sintomas do aluno quando ele chega à escola também é uma boa forma de auxiliá-lo, uma vez que a interferência caseira e do ambiente familiar pode fazer toda a diferença.

A socialização constante da criança e do adolescente é essencial para que haja evolução nos quadros de dificuldade de aprendizado e para que a participação do discente não diminua durante as aulas, incentivando-o a se tornar retraído, ansioso ou sentindo-se fora de seu ambiente.

 

 

 

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