COMO FUNCIONA A ORIENTAÇÃO VOCACIONAL

Muitas pessoas deixam o ensino médio sem saber o que gostariam de fazer pelo resto da vida. Há anos, especialistas focados em auxiliar futuros profissionais a se encontrarem no mercado de trabalho se focam em executar testes e atendimentos para esse fim através da orientação vocacional.

Até mesmo adultos podem se perguntar se estão na carreira correta para suas aptidões e sentirem medo de buscar uma nova realidade e acabarem alienados no mercado.

A orientação vocacional busca aperfeiçoar técnicas de avaliação e análise para, através de entrevistas, identificar habilidades, aptidões e facilidades de adolescentes e adultos, encaminhando-os para empregos que satisfarão seus ideais e valores sem o desgaste de estar em um emprego infeliz.

Essa demanda se fez necessária uma vez que as exigências do mercado de trabalho estão cada vez maiores, obrigando que o indivíduo possua mais do que apenas o diploma e realmente sinta-se contemplado em sua área de atuação para se adaptar às constantes pressões de consumidores e patrões exigentes.

Quem devo procurar caso precise de orientação vocacional?

A orientação vocacional é executada geralmente por um psicólogo, que, a partir da área de interesse e em que o indivíduo possui facilidade, explorará possíveis áreas de atuação. A decisão final é do consultado, que recebe apenas uma lista com as principais indicações de áreas a serem exploradas.

Alguém que possua facilidade em escrita e em comunicação, por exemplo, poderá ser encaminhado para áreas como a Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Pedagogia ou Relações Públicas. Já um indivíduo com ideias lógicas e racionais pode ser encaminhado para a área de exatas.

Estratégias utilizadas na orientação vocacional

Além das entrevistas, questionamentos e dinâmicas feitas nos atendimentos, existem algumas técnicas específicas desenvolvidas especialmente para vestibulandos que fazem parte dos padrões de orientação vocacional e que serão medidas:

– Atenção: durante o atendimento será testada a capacidade de se manter focado e atento ao que é dito, ouvido e com o que acontece ao redor. Essa análise é importante pois descarta áreas que exigem constante concentração.

– Tempo corporal: o tempo de resposta do corpo a estímulos externos é essencial para compreender a melhor aplicação das habilidades motoras. Caso o tempo de resposta seja baixo, profissões como a de esportista já são descartadas.

– Memória: carreiras que exijam memorização intensa, como o direito, não podem ser executadas por indivíduos que esqueçam rapidamente de informações importantes. A capacidade de memorizar imagens e palavras geralmente é utilizada em testes vocacionais.

– Oratória: analisar a capacidade se comunicar com precisão e eficácia pode ser essencial para definir as facilidades na hora de escolher qual caminho seguir. Falar em público é um diferencial imenso no mercado de trabalho e abre um extenso leque de oportunidades na hora da decisão final.

– Facilidade de absorção de informações: compreender rapidamente a ideia que está sendo passada pode influenciar drasticamente a escolha da atividade de trabalho.

Pessoas que precisam de pouco tempo para pesquisar, anotar e absorver projetos podem investir em carreiras acadêmicas, por exemplo.

Projetos passados influenciam na orientação vocacional?

Fatores como o primeiro emprego para adolescentes e a fase de estagnação para adultos fazem toda a diferença na hora de descobrir a vocação. Redirecionar um profissional não é uma tarefa fácil e deve ser executada com muita responsabilidade.

Ficar tempo demais em uma empresa pode afetar a facilidade de se adaptar a novos lugares, uma vez que manias e costumes agregados são difíceis de serem deixados de lado. Por outro lado, ficar tempo demais parado pode desestimular e assustar o indivíduo na hora de recomeçar.

A ideia de que não haverá aceitação ou adaptação no novo emprego faz com que muitos profissionais permaneçam em empregos insatisfatórios ou com baixa remuneração, propiciando transtornos sérios como depressão e síndromes, como a de ansiedade e do pânico.

A orientação vocacional é capaz de oferecer perspectivas ainda não exploradas – e algumas vezes surpreendentes que podem mudar a forma de enxergar o trabalho e o cotidiano.

Trabalhar com o que se ama faz toda a diferença no rendimento e nos resultados dos esforços aplicados. Por isso, é importante não se sentir perdido na hora de escolher no que trabalhar e se dedicar, mas sim em uma boa orientação vocacional.

 

Veja aqui como encontrar um profissional qualificado

 

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