DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM

O ser humano tem a habilidade maravilhosa de guardar milhares de palavras, de associar vocábulos a eventos, lugares, pessoas e objetos. O estudo da linguagem envolve o comportamento complexo de agregar palavras com sentido para falar e compreender o que o outro pronuncia. Para isso exige-se: codificação do som da voz; dos aspectos visuais da linguagem impressa; apreensão do significado das palavras e sua ordenação; percepção da entonação com que se articula uma sentença para que se possa entender se a mesma é uma afirmativa, negativa ou uma pergunta; percepção da linguagem corporal e da expressão facial que dão o tom emocional à linguagem.

Tudo isso ocorre em segundos e o cérebro humano codifica o uso da linguagem tão rápido que torna possível tomar decisões quase que imediatas a partir da leitura de um relatório, de um bilhete e ou de uma pergunta feita por um interlocutor.

Matlin (2004) destaca que um americano de escolaridade média apresenta um vocabulário que engloba de 75 mil a 100 mil palavras. Quanto mais uma pessoa estuda e lê, mais palavras pode incluir no seu vocabulário.

Usamos a linguagem para tudo em nossas vidas, pois nos comunicamos com o mundo a nossa volta o tempo todo. Seja para fazer um pedido em um restaurante ou para solicitar ajuda, a linguagem verbal e não verbal estão presentes. A linguagem já começa a se desenvolver na criança desde muito cedo, ainda na gestação, pois a criança responde aos estímulos de sons e às necessidades da mãe.

A seguir apresentamos um quadro sobre o desenvolvimento da linguagem no ser humano:

A linguagem faz parte da comunicação entre as pessoas e para que esta se tornasse cada vez melhor, muitos estudos foram realizados a fim de compreender os modos pelos quais a comunicação se efetiva.

Pesquisas com chimpanzés revelaram que os mesmos conseguem se comunicar através de gestos, sons e reconhecimento de imagens/figuras. Pesquisas com crianças apontaram para o fato de que a linguagem ocorre naturalmente independente de uma aprendizagem formal, pois as necessidades de trocas com o meio, principalmente com os cuidadores promove a aquisição de uma língua, neste sentido, é perfeitamente compreensível que um indivíduo não saiba ler e escrever, mas consiga utilizar todo um código linguístico para se comunicar.

(Trecho retirado do livro: Psicopedagogia Institucional – Guia teórico e prático. Wak Editora – www.wakeditora.com.br)

 

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