A ENCANTADORA DE ALMAS

Ela tinha um desejo de ir além e sabia exatamente de onde vinha. Todos os dias se levantava e agradecia por tudo o que ainda iria lhe acontecer, simplesmente porque sabia que aquilo que viesse era apenas para o seu crescimento. Sua sede era de gente. Queria estar com pessoas: era como um alimento.

Por vezes olhava as estrelas e sua mente vagava, desejando estar longe, mas ao mesmo tempo, se inspirava com um vagalume que passava iluminando a si mesmo, o que a fazia entender que a rebeldia de lutar contra o que é natural tem um preço tão alto que se as pessoas soubessem não apagariam nem permitiriam que ninguém apagasse a luz que tem dentro delas.

Fazer o outro reconhecer em si mesmo o seu melhor e ativar o seu manancial de potenciais não é nada fácil, isso porque primeiro ele tem que enxergar que é possível, reconhecer em si mesmo a fonte mais linda e poderosa que é a sua própria alma e se “apaixonar” por si próprio. Esse era o seu trabalho.  Não era fácil, mas os resultados eram fantásticos.

Certa vez, durante um processo de encantamento, ela foi questionada porque é tão difícil fazer a luz brilhar: -“Toda vez que faço minha luz brilhar, acontece alguma coisa e querem roubar minha luz”.

Ela prontamente respondeu: “- No poste com luz amarela ficam os mosquitos voando em volta. Sim, os mosquitos voam para a luz. Mas o poste com luz branca, intensa, muito forte, não há mosquito algum, porque uma luz muito forte, muito intensa, estabelecida, que sabe que é luz, que não duvida de sua própria luz, essa ofusca, brilha tanto, que nenhum mosquito chega perto”.

As pessoas são tão engraçadas, pensava ela: sofrem demais e sentem demais porque se esquecem de fechar os olhos e sentir a luz que há dentro delas, de cultivar essa luz, de fortalecê-la, de tornar essa luz interna tão forte, que ela ofuscará e brilhará tão intensamente, que apenas o que se sentirá é serenidade e paz.

Há muito tempo, antes de ser receber essa função, um velho sábio havia lhe dito que nem todo mundo iria querer ser encantado, porque as pessoas se acostumam com o ruim, com o sofrimento, com a dor, com a falta de amor e se esquecem que é possível ter brilho nos olhos e na alma. Ela compreendia isso: o encantamento era apenas para aqueles que queriam e aceitavam.

Na arte do encantamento de almas a tarefa mais dura era mostrar que os desertos continuariam ali, eles não iriam embora, mas a mudança no modo de lidar com eles e na força da luz interna era tão grande, que agora as almas e os desertos eram melhores amigos.

As almas encantadas, com suas luzes brilhantes e fortes, se tornam também multiplicadoras desse conhecimento e contribuem para um mundo melhor, com mais força motriz de mudança, pois também se tornam: encantadoras de almas.

 

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A SÉTIMA CHAVE

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