ZONA NEUTRA

Uma situação de conforto e estabilidade pode dar um estranho rumo às vidas de algumas pessoas: a entrada na etapa da “ Zona Neutra ”. Também chamada de zona de conforto, este estado mantém o indivíduo sem movimentações, pois, ele acredita estar no melhor que pode usufruir.

Limitante, este momento da existência pode se manter até os fins dos dias e, o cotidiano, seja ele qual for, parece inalterado e seguro: não há riscos, não existem alterações e, consequentemente, não ocorre nenhum crescimento do sujeito em questão.

Um cidadão que mora embaixo de uma ponte há algum tempo, não sairá de lá com facilidade. Ele tem argumentos convincentes que, residir sob o concreto é uma boa opção, até por que ele não paga água, luz ou aluguel. Podemos afirmar que durante o período das chuvas sua casa será inundada e, com certeza, ele irá nos dizer que isto ocorre apenas uma vez por ano e que, portanto, vale a pena ter moradia de graça por onze meses.

A mente consegue elencar defesas de todas as formas para confirmar a opção pela Zona Neutra. Não há necessidade de mudanças, está tudo ótimo como sempre foi e será.

ZONA NEUTRA
ZONA NEUTRA

Podemos perceber este movimento nas camadas sociais mais desprovidas de recursos financeiros e que se abastecem dos programas sociais existentes (e são muitos). Uma estabilidade de subsistência é o bastante para uma vida simples – e segura – sem o medo de perder algo que ainda não possuem. A própria esperança passa a ser algo similar a ficção: simplesmente não existe, pertence a outra pessoa.

BAIXA AUTOESTIMA ?

A Zona Neutra é um reflexo contido de uma baixa autoestima. O sujeito não acredita ser merecedor de algo melhor e cria uma condição que o priva de todas as chances de crescimento possíveis. Com tal força isso se instala que uma visualização criativa de projetos ou a prospecção do próprio futuro, não irá muito além do próximo final de semana.

Pergunte, a uma pessoa estacionada na Zona Neutra, quais são seus planos para o futuro. Ela irá falar do futebol que não pode perder, da praia de domingo, churrasco na casa de um amigo, do show com um cantor famoso ou qualquer outro tema de sua preferência. Não vislumbra um futuro maior que pode ser alcançado em cinco anos, sua preocupação é o almoço, a janta, o aluguel, namoro… O que pode existir, além disto, está escondido em uma nuvem opaca – apenas não existe algo além do hoje e amanhã.

Como sair desta condição? Primeiro descobrir se você está ou não preso neste lapso perceptivo – “sou assim?” – depois buscar os futuros possíveis à sua realidade. Também não posso desejar ser atleta olímpico aos 51 anos de idade sem nunca ter treinado nada a vida inteira – esta oportunidade está perdida! Mas, tirando as potencialidades físicas fora deste contexto, quase todo o resto é possível. Se, em minhas contas, posso ter à frente mais 10 anos de vida, pelo menos, posso mudar (totalmente) e desfrutar de um futuro melhor.

Este mudar não precisa estar somente associado ao ato de fazer um curso ou uma faculdade, aprender uma nova profissão. Pode, também, ser justamente o contrário, abrir mão de um perfil funcional por uma vida mais simples. Claro, não é obrigatório mudar! Pensar nisto, na possibilidade de viver mais e melhor, já é, em si, uma saída da Zona Neutra.

A sua felicidade pode estar a um passo desse momento: basta querer mudar.

 

Quer sair da Zona Neutra?

http://www.manualdoexito.com.br

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